Estudos para uma antropologia da administração pública no Brasil

Antonio Carlos de Souza Lima (org.)
Os textos dessa coletânea foram gerados por pesquisas de ordem variada, aobrdando temas tão distintos quanto os processos de regionalização e gestão terrtorial, e a produção de saberes a eles articulados, as práticas de aparelhos de governo destinados , dentre outras coisas, ao controle a mobilidade espacial de segmentos da população brasileira (índios, menores, migrantes, favelados), as práticas da espetacularização da vida política, pela via dos rituais de massa ou dos meios de comunicação a distância, passando por conjunturas históricas que vão desde o final do século XIX e da ‘primeira república’ até os anos 1990 do século XX. Lidam om ideários tão diferentes quanto aqueles que propõem, por exemplo, em um momento, a tutela para populações indígenas e, em outro, a parceria e a participação para as mesmas populações. Em termos metodológicos, a pesquisa com fontes impressas, típica do trabalho do historiador, se une à observação etnográfica, configurando abordagens que dificilmente reduzem-se a cânones disciplinares convencionais, como aqueles preconizados hoje ainda em manuais e livros de introdução.
Estes artigos podem ser lidos independentemente, remetidos a seus universos temáticos, com oque os efeitos de mútua iluminação que aportam, quando lidos juntos, se perdem. Sua reunião e contraposição permitem construir hipóteses sobre os dispositivos de territorialização, sobre os especialistas – portadores e produtores de certos saberes que se cristalizam em setores de administração – que surgem coetaneamente à função de simultâneas integração e segmentação, logo sobre as técnicas de diferenciação social e instauração de hierarquias, parte do surgimento de crescente interdependência entre redes regionais e sociais, para mencionar apenas alguns aspectos dos processos de formação de Estado.
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