Relação de pré inscritos para o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão Etnoterritorializada da Educação Escolar Indígena

A Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI / MEC, torna pública a relação de pré inscritos para o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão Etnoterritorializada da Educação Escolar Indígena no âmbito da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores na Educação Básica – RENAFOR.

Informamos aos pré inscritos que a inscrição só será efetivada:

1) Após a conferência da documentação original, que deve ser enviada para:

Laced/Departamento de Antropologia/Museu Nacional/UFRJ
a/c Antonio Carlos de Souza Lima
Quinta da Boa Vista s/n – São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ. CEP: 20940-040.
(Só aceitaremos envios até 14/11)

2) Cada pré-inscrito deverá informar (através do email laced@mn.ufrj.br) um email pessoal utilizado com frequencia e seu endereço residencial completo.

Após atendidas estas duas exigências, os cursistas selecionados receberão, até 31/11, uma mensagem para cadastro no AVA@UFRJ, Ambiente Virtual de Aprendizagem onde o curso ocorrerá.

Salientamos que o único veículo de informações sobre o curso é o email institucional laced@mn.ufrj.br. Qualquer mensagem enviada para email pessoal ​ou facebook​ ​de qualquer integrante da equipe a partir de agora será desconsiderada.

Provável início: 05/12

Att,
Equipe do Curso

Veja aqui a relação completa dos pré-inscritos

Posted in Educação superior de indígenas | Leave a comment

Global HIV/AIDS Politics, Policy, and Activism: Persistent Challenges and Emerging Issues



No final de outubro de 2013, foi publicada a coleção de três livros editados pela Praeger Books, intitulada “Global HIV/AIDS Politics, Policy, and Activism: Persistent Challenges and Emerging Issues”. Essa coleção traz um panorama denso e abrangente sobre a epidemia do HIV/Aids na contemporaneidade. Segundo as palavras de seu editor, Raymond A.Smith Ph.D., da Universidade de Columbia (Nova Iorque), escritas para a introdução da coleção ( “Into the Fourth Decade: Global HIV/AIDS Politics, Policy, and Activism”):

“Os três volumes de ‘Global HIV/AIDS Politics, Policy, and Activism: Persistent Challenges and Emerging Issues’ refletem um conjunto rico, eclético e abrangente de artigos com questões elaboradas por um time internacional de mais de 70 autores. A maioria das contribuições estão baseados em países de lingua inglesa (Estados Unidos, África do Sul, Canadá, Reino Unido, Ghana, Austrália e Nova Zelândia), mas também provêm de países como o Brasil, Camboja, Colômbia, Holanda, Noruega, Peru, Portugal e Qatar. A maioria dos autores são professores universitários, embora um número significativo deles estão vinculados a importantes organizações não-governamentais (ONGs) e a grupos ativistas e de advocacy. As contribuições representam uma variedade de disciplinas, inclusive a Ciência Política, o Direito, a Economia, a Sociologia e a Antropologia”.

Os livros capturam questões que são desafios persistentes e questões-chave emergentes que incluem: as lutas para garantir financiamento e suporte para os programas globais de tratamento do HIV; esforços para re-energizar as respostas ativistas contra a epidemia; a busca por sustentabilidade de programas de HIV/Aids no mundo em desenvolvimento’ e o papel emergente das novas tecnologias biomédicas de prevenção do HIV. Os artigos exploram as ações (ou inações) de sistemas políticos e governos ao redor do mundo, as realidades de suas políticas e da sua administração pública no que tange a diferentes epidemias regionais e nacionais, além de tratar das oportunidades e os limites continuados do ativismo e da mobilização comunitária do HIV/Aids.

Dentre os 45 artigos, temos o trabalho de Carlos Guilherme do Valle (UFRN, vinculado ao LACED), intitulado “”From Dissidence to Partnership and Back to Confrontation Again? The Current Predicament of Brazilian HIV/AIDS Activism’, que compõe o terceiro volume sobre Ativismo e Mobilização Comunitária da Aids.

Posted in Gênero e sexualidade | Leave a comment

Seminário Educação Superior de Indígenas no Brasil: balanços de uma década e subsídios para o futuro

Veja aqui a programação completa.

Posted in Educação superior de indígenas | 1 Comment

Convite

O Instituto Internacional de Educação do Brasil/IEB, o Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento do Museu Nacional/LACED-UFRJ, o Instituto Sociedade, População e Natureza/ISPN e a Fundação Nacional do Índio/FUNAI convidam V.Sa. para a Oficina:

Desafios de implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas/PNGATI: processos formativos em gestão territorial no Brasil.

Objetivos:

– Sistematizar informações que permitam estabelecer subsídios para a elaboração e implementação de programas de capacitação e processos formativos em gestão territorial em Terras Indígenas, por meio de modalidades diversas, tais como cursos de extensão, cursos técnicos e universitários, voltados para povos indígenas e profissionais relacionados ao tema.
– Proporcionar alinhamento geral entre atores e iniciativas de formação em gestão territorial em Terras Indígenas, discutindo as diversas modalidades e estratégias de processos formativos e gerando materiais para a elaboração de publicações.

Data e Local:

12 e 13 de novembro de 2013
Centro Cultural Brasília/CCB – SGAN 601, Módulo B, Asa Norte, Brasília/DF.

Participantes:

Indígenas, Universidades, IFETs, ONGs, Órgãos Governamentais e de Cooperação Internacional

Financiamento:

Este seminário se realizará com recursos da Fundação Ford, FAPERJ e CNPq, alocados no LACED/UFRJ para o debate sobre o ensino superior de indígenas no Brasil.

Veja aqui o folder do evento.

Posted in Educação superior de indígenas | Leave a comment

Lançamento do livro: Povos Indígenas e Universidade no Brasil: Contextos e perspectivas, 2004-2008

Organizadores: Antonio Carlos de Souza Lima e Maria Macedo Barroso
Povos Indígenas e Universidade no Brasil: Contextos e perspectivas, 2004-2008

Posted in Educação superior de indígenas | 2 Comments

Tome Ciência

O programa “Tome Ciência” é apresentado pelo jornalista André Motta Lima e conta com a participação de um Conselho Científico integrado pelas entidades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, permitindo que cientistas de várias especialidades debatam temas da atualidade.

Conheça aqui as últimas edições do programa.

Posted in Comunicação e identidades | 1 Comment

Lançamento de três livros da coleção Os Primeiros Brasileiros

O LACED/Museu Nacional-UFRJ convida para o lançamento de três livros da coleção Os Primeiros Brasileiros.

1. A escola na ótica dos Ava Kaiowá, de Tonico Benites.
2. Revitalização étnica e dinâmica territorial, de Tomas Paoliello Pacheco de Oliveira.
3. Todo mistério tem dono, de Claudia Mura.

O evento será realizado no dia 02 de Maio, a partir das 19 horas, na Blooks Livraria. Praia de Botafogo, 316 (cinema Arteplex).

Veja aqui o convite.

Posted in Coletivo e mobilizações indígenas | Leave a comment

Curso de extensão Cultura e Políticas Públicas no Rio de Janeiro

Objetivo do curso
Apresentar, de modo introdutório, uma discussão conceitual acerca das noções de cultura e de políticas públicas, bem como reflexões históricas sobre as políticas culturais no Brasil. Promover o compartilhamento de experiências de produção cultural no Rio de Janeiro e o intercâmbio entre saberes acadêmicos e saberes populares na perspectiva da democratização da cultura.

Público alvo
Produtores culturais, artistas, gestores da área da cultura, ativistas da cultura, militantes de movimentos sociais. Prioridade para aqueles que trabalham com cultura popular e com movimentos culturais das periferias urbanas

Coordenação
Adriana Facina e Antonio Carlos de Souza Lima (PPGAS/MN/UFRJ)

Promoção
Museu Nacional, Forum de Ciência e Cultura, Colégio Brasileiro de Altos Estudos, Universidade da Cidadania.

Local
Auditório Roquette Pinto, Museu Nacional (Quinta da Boavista)

Data
14 a 18 de maio de 2013

Horários
Dias 14 a 16, das 14h às 16h; dia 17 de 14h às 17h; dia 18 de 10h às 12h e de 14h às 16h.

Inscrições Gratuitas
Envie um minicurrículo para dept.deantropologia.mn@gmail.com
50 vagas

Programação

DIA 14
14 às 16h: Cultura e políticas públicas: questões conceituais – palestrantes Adriana Facina (PPGAS/MN/UFRJ) e Antonio Carlos de Souza Lima (PPGAS/MN/UFRJ)

DIA 15
14às 16h: Políticas culturais no Brasil: panorama histórico – palestrante: Adair Rocha (PUC-Rio/UERJ)

DIA 16
14às 16h: Políticas culturais e movimentos sociais urbanos – palestrante MC Leonardo (APAFUNK)

DIA 17
14 às 16h: Produção cultural em favelas e periferias do Rio de Janeiro – palestrante Veríssimo Junior (Teatro da Laje)
16 às 17h: Apresentação do ponto de cultura Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana

DIA 18
10 às 12h: Produção cultural e políticas públicas em áreas pacificadas – palestrante Alan Brum (Instituto Raízes em Movimento)
14 às 16h: Políticas culturais no contexto urbano brasileiro contemporâneo – palestrante Ana Enne (UFF)
16 às 17h: Apresentação do ponto de cultura Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana

FAÇA AQUI o download do folder do curso.

Posted in Saberes, poderes e fazeres do estado | Leave a comment

Seminário 10 anos de Ações Afirmativas: Conquistas e Desafios

Por Marcos Paulino (LACED/UFRJ)

Nos dias 21 e 22 de novembro de 2012 foi realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) o Seminário 10 anos de Ações Afirmativas: Conquistas e Desafios. Evento do Laboratório de Políticas Públicas (LPP) e da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) por meio do projeto do Grupo Estratégico de Análise da Educação Superior (GEA), que tem apoio da Fundação Ford.

Contou com cerca de 200 convidados, entre gestores de IES públicas brasileiras, representantes de movimentos sociais, pesquisadores que atuam na área das Ações Afirmativas e representantes do Ministério da Educação (MEC). Além de criar espaço de diálogo entre os participantes o evento se propunha a celebrar os 10 anos da implementação de Ações afirmativas na Uerj.

Rita Potiguara (Coordenadora Geral de Educação Escolar Indígena e ex-membro do Conselho Nacional de Educação) e Gersem Baniwa (Diretor -presidente do Centro Indígena de Estudos e Pesquisas/CINEP e Professor da Faculdade de Ciências da Educação/UFAM) também estiveram presentes, além de universitários indígenas de etnias e instituições distintas.

No primeiro dia, após a Abertura, na Mesa 1: As ações afirmativas no Brasil: um balanço foram expostos dados gerais sobre as Ações Afirmativas em curso nas universidades públicas do país. A Lei Federal 12.711/2012, apesar de celebrada, rendeu intenso debate sobre sua normatização. Muitas intervenções dos convidados apontaram para o “engessamento” das categorias propostas pelo MEC através da Portaria Normativa nº 18, que trata da implementação das reservas das vagas previstas em lei nas instituições federais de ensino.

Neste sentido, ficaram claros possíveis retrocessos que a implementação da lei poderá trazer para o acesso dos povos indígenas na universidade, principalmente: i) pela categorização que a Lei 127111/2012 prevê, onde indígenas concorrem às mesmas vagas que pretos e estudantes de escolas publicas, o que desconsidera as especificidades da educação indígena e do seu ingresso enquanto representantes de coletividades; ii) pela redução do número de vagas oferecidas em algumas IFES, realidades vitoriosas para o acesso dos povos indígenas à universidade terão retrocessos (como a diminuição expressiva do número de vagas) para se enquadrar no que prevê a Lei 12711/2012.

Ainda no tocante aos povos indígenas, neste primeiro dia, Antonio Carlos de Souza Lima (LACED/MN/UFRJ) levantou questão que rendeu bastante discussão entre os convidados: Afinal, o que estamos chamando de Ações Afirmativas? As Licenciaturas Interculturais são consideradas Ações Afirmativas ou não? Obviamente esta e outras discussões não se encerraram.

No segundo dia a Mesa 2: Políticas de permanência deu sequência às discussões anteriores e trouxe novas. Destacamos a contribuição de Álamo Pimentel (UFBA), que frisou a convivência intra universitária como fator crucial para a discussão da permanência. Ficaram nítidos após discussão a vulnerabilidade e preconceito que o estudante indígena sofre hoje na universidade pública brasileira, o que mais uma vez o coloca em condição específica de permanência. Esta realidade foi evidenciada após riquíssimos relatos dos professores Walter Silvério (UFSCAR) e Maju (Maria José Cordeiro, Uems).

A Mesa 3: Monitoramento das Políticas de Ação Afirmativa trouxe forte demanda dos convidados em relação à publicização dos dados relacionados ao ingresso e à permanência de cotistas, em particular pelas Pró Reitorias de Graduação. Em muitas universidades não se sabe quem são os cotistas após seu ingresso. Destacou-se a falta de informação ainda maior sobre o setor privado, principalmente dos estudantes assistidos pelo PROUNI.

André Lázaro (Uerj e FLACSO-Brasil) frisou que atualmente, em relação às políticas afirmativas no ensino superior, temos uma realidade federal (que se enquadra nas questões levantadas na implementação da Lei 12711/2012) mas há distintas realidades estaduais, das federais e entre si, muitas vezes sem reconhecimento governamental ou orçamento previsto. Ficou clara esta diferenciação em relação aos povos indígenas. Como exemplo, há em curso programas estaduais para acesso de indígenas – tão antigos quanto o da Uerj – casos da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (Uems) e das IES estaduais paranaenses.

A Mesa 4: sessão comemorativa 10 anos de cotas no Brasil: perspectivas foi aberta ao público, dedicada a celebrar os 10 anos de cotas na Uerj, homenageando o Reitor da Universidade Ricardo Vieiralves e lideranças do movimento negro, como Frei Davi (EDUCAFRO) e Mario Theodoro (IPEA e SEPPIR).

Cabe destacar que representantes do governo federal estiveram presentes durante todo o evento, como Thiago Thobias (assessor do Ministro da Educação Aloisio Mercadante) e Renato Ferreira (SEPPIR).

Ao final do evento foi aprovado, consensualmente, um documento chamado “Carta do Rio”, onde os participantes do Seminário elencam 12 medidas consideradas necessárias para consolidação das políticas de Ação Afirmativa. Tal carta tem propósito de divulgar recomendações oriundas das fecundas discussões do Seminário, e será amplamente divulgada.

Há muito em que os movimentos indígenas devem ser ouvidos nessa discussão. As especificidades de sua identificação étnica, de seu acesso, suas demandas e cosmovisões próprias, seus compromissos com suas coletividades, as peculiaridades de sua difícil permanência na universidade careceram de maior representatividade indígena, embora tenham sido questões da pauta do Seminário.

Posted in Educação superior de indígenas | Leave a comment

Carta do Rio: celebrar, consolidar e ampliar as políticas de ação afirmativa

Nós, pesquisadores, gestores e ativistas reunidos no Seminário 10 Anos de Ações Afirmativas: Conquistas e Desafios,* realizado na UERJ, Rio de Janeiro, em 21 e 22 de novembro de 2012, celebramos as políticas afirmativas, em especial aquelas que ampliam o acesso e a permanência de jovens de menor renda, negros e indígenas na educação superior e no ensino técnico de nível médio.

Colocamo-nos na luta pela garantia da educação superior como um direito e pela superação das desigualdades, do racismo, do sexismo, da homofobia e de qualquer forma de discriminação. As ações afirmativas representam um marco na longa trajetória brasileira para ampliar e garantir direitos a parcelas da população que há séculos enfrentam restrições no acesso a oportunidades educacionais. Hoje, em 2012, milhares de jovens e adultos brasileiros negros, indígenas e de menor renda ingressam no ensino superior como resultado de um conjunto de políticas que alcançam as instituições públicas, federais e estaduais, e também instituições privadas por meio do PROUNI.

A relevância e propriedade dessas políticas foram reconhecidas e legitimadas pela histórica decisão do STF, em abril de 2012, que afirmou a constitucionalidade das ações afirmativas e o uso do critério de raça/cor para sua implantação. A sanção pela Presidente Dilma, em agosto deste ano, da Lei nº 12.711/2012, que determina a reserva de 50% das vagas das IFES para estudantes de escolas públicas, considerando os quesitos de raça/cor, é outro fator decisivo para a democratização da educação superior no Brasil.

Essas conquistas do movimento social democrático brasileiro, em particular pela atuação do movimento negro, representam um grande avanço e trazem novos desafios. Nós, participantes do Seminário 10 anos de Ações Afirmativas, estamos comprometidos para colaborar com o sucesso acadêmico das instituições, grupos e pessoas beneficiadas.

Veja aqui a carta na íntegra.

Posted in Saberes, poderes e fazeres do estado | 1 Comment